
Às vezes, eu não caibo em mim.
Há momentos que minha imaginação vai tão longe que tudo que quero é caminhar num lugar repleto de folhas verdes caídas no chão, num lugar com bosques secretos onde eu possa desvendar enigmas encantados e alguns mistérios…
Há instantes que tudo que quero é ficar pensativa e quietinha. Observar a dança das borboletas e inalar o aroma do café forte recém-preparado com delícias de biscoitos pintados, que lembram a casa de minhas avós tão amáveis e encantadoras. Sentir o aroma das flores e me deliciar com a sinfonia dos seres da natureza, alegrando minha alma contemplativa e intensa.
Em outras ocasiões tudo que desejo é só ouvir as batidas do meu coração, brincar com as crianças e me divertir com suas “artes” tão magicamente inventivas, tão impressionantemente inocentes.
É, às vezes, eu não caibo em mim.
Quero pular, saltitar na minha própria casa, sem nenhum motivo aparente. Simplesmente porque este é o meu desejo, é algo que nasce espontaneamente. Nesses momentos eu danço, canto, declamo poesias, dou gargalhadas fortes. Divirto-me comigo mesma. Presenteio-me com minha canção preferida e meus pés descalços.
É, às vezes, eu não caibo em mim.
Quero percorrer caminhos nunca trilhados e, assim, aperfeiçoar os meus sentimentos criativos, tão vívidos, e meditar em minhas sensações, confiar em meu destino! Acredito estar aqui por algum motivo, sinto tanta vontade de contribuir de alguma forma, aperfeiçoar o que sei e aprender com o que não sei. Reencontrar o meu lugar na imensidão desse universo infinito. Tudo que transborda o meu interior, faz muito sentido pra mim. É o que verdadeiramente sou, é pra tudo que quero voltar e sempre me encontrar!
É, às vezes, não caibo em mim.

Que lindo teu blog, meu amor! Que bom saber que tu mantem o hábito de escrever e se expressar. Adorei teus textos. Beijo grande meu <3
Oi, Lilian! Que delícia conhecer esse teu cantinho!
Super te entendo. Muitas vezes eu também não caibo em mim. Quanto mais a vida passa, mais desejos e emoções transbordam. E é disso que a vida é feita, certo?